História
O Instituto Paranaense de Cegos (IPC) é uma Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos (OSC). Criado no dia 1º de fevereiro de 1939, o IPC completou recentemente 80 anos de história.
O IPC representa um modelo institucional surgido na França, com a criação do Instituto Nacional de Cegos de Paris, em 1784. Esse mesmo modelo chegou ao Brasil em 1854, com a fundação do Imperial Instituto dos Meninos Cegos do Brasil, hoje Instituto Benjamin Constant, localizado na cidade do Rio de Janeiro.
Quando foi fundado em Curitiba, em 1939, era uma época em que praticamente nada de direitos e de políticas públicas existia, o IPC representava uma espécie do próprio Estado. Era ele que oferecia educação na sua Escola Especial. Também acolhia e garantia assistência social, saúde, alimentação, moradia, entre outros tantos benefícios às pessoas cegas necessitadas.
Ao longo desses 87 anos, centenas de pessoas cegas ou com baixa visão foram e continuam sendo atendidas nos vários serviços especializados prestados pelo IPC.
Mais conforto, segurança e acessibilidade
Em 2012/2013, iniciamos um processo de readequação/modernização das nossas instalações, buscando oferecer mais conforto, segurança e acessibilidade. Nossas instalações internas e externas foram totalmente repaginadas. Quem conheceu nossas instalações antes de 2013 e entra lá agora perceberá que está em um lugar totalmente diferente do anterior.
Entretanto, a modernização não ocorreu apenas nas edificações. Se alguém pega o atual estatuto do IPC e compara com o estatuto de antes de 2015, percebe a proposta de um novo modelo de organização. Abandonamos um modelo verticalizado, baseado na hierarquia, para um modelo horizontalizado, baseado no fortalecimento de instâncias colegiadas e nas decisões coletivas.
Avanços na última década
Do ponto de vista das edificações e da formulação de novos e modernos conceitos, conseguimos avançar consideravelmente na última década. Contudo, ainda temos desafios e barreiras que precisamos superar quando pensamos na implementação de uma nova cultura institucional e nas instalações físicas.
Para realizar a modernização das instalações e manter nossas atividades, consolidamos uma rede de parceiros que acreditam e confiam no nosso trabalho. Essa rede envolve pessoas “comuns”, autoridades, organizações sociais do terceiro setor, órgãos governamentais, empresas e tantos outros agentes “anônimos” que estão engajados em causas sociais que fazem diferença na vida de pessoas excluídas e marginalizadas pelo sistema.
