Educação Precoce

O programa é destinado às crianças de 0 a 5 anos (faixa etária da Educação Infantil), podendo ser estendido a crianças mais velhas, quando a avaliação revelar necessidade em função de atrasos significativos no desenvolvimento.

Tanto nos primórdios como nos dias de hoje, nos primeiros anos de suas vidas, as crianças aprendem imitando, copiando, repetindo os gestos, as atitudes e as palavras das pessoas mais experientes, palavras que são as mediadoras no processo de apropriação dos fenômenos sociais e naturais do mundo externo e que vão sendo internalizadas como funções cerebrais funcionais complexas na consciência dos recém-nascidos, bem como no decurso das suas vidas.

Por isso, o conhecimento de objetos, espaços e conceitos será realizado por meio da palavra usada adequadamente por um mediador que faz isso de modo intencional. A apresentação de objetos acontece por meio da interlocução entre a fala e os sentidos da visão (mesmo que baixa), do tato, olfato, audição e paladar. Não há aprendizado espontâneo, é sempre necessário haver um objetivo de construção de significado a partir dos signos verbais e não verbais do cotidiano.

Dessa forma, a criança com deficiência visual necessita de um ambiente favorável à aprendizagem voltada para a exploração tátil, auditiva, olfativa, cinestésica e de verbalização desde os primeiros dias de vida. A ênfase é oferecer à criança um programa educacional contínuo, fornecendo-lhe permanente descoberta de si e seu ambiente, tornando-a agente ativo do processo educacional.

O atendimento é realizado num ambiente tranquilo e extremamente agradável, pensando no bem-estar, conforto e na segurança da criança. São utilizadas técnicas lúdicas, com jogos e brinquedos, e desenvolvidas estratégias nas áreas da linguagem, cognição, motora, tátil, visual, auditiva, autocuidados e socialização, além de habilidades e autoconfiança, sempre adaptadas às necessidades de cada criança e no tempo de cada uma, favorecendo seu desenvolvimento global e saudável.

Conteúdos trabalhados

  • Desenvolvimento cognitivo
  • Linguagem
  • Audição
  • Raciocínio lógico
  • Paladar
  • Olfato
  • Desenvolvimento motor
  • Esquema corporal
  • Percepção espaço-temporal
  • Domínio corporal e do movimento
  • Desenvolvimento tátil
  • Ensino do uso e Funcionalidade de Recursos Ópticos e não Ópticos

Na perspectiva educacional o uso funcional da visão é o que define a baixa visão, ou seja, o que vale é o critério da funcionalidade. É muito mais importante, em um trabalho educativo, entender como a pessoa enxerga e não apenas o quanto ela enxerga.

Cabe atentar para o fato de que cada pessoa com baixa visão tem seu jeito, especificidades, comportamentos e necessidades visuais próprias. Por isso, há algumas com baixa visão que fazem uso de diferentes recursos como: óculos com lentes especiais, lupas, ampliação de letras, reforço no contorno de desenhos, uso de guias de leitura, sistemas telescópicos, entre outros.

Os recursos ocasionam a melhoria no desempenho visual da pessoa com baixa visão em suas atividades sociais, escolares, cotidianas ou laborais. Assim, o objetivo maior no uso de qualquer recurso é sempre a melhoria da eficiência visual.

Toda vez que um recurso passa a fazer parte da vida da pessoa com baixa visão é fundamental considerar a finalidade, funcionalidade e trabalhar as expectativas com relação a ele. Vale lembrar que, em muitos casos, as pessoas têm dificuldade em aceitar a deficiência visual e a nova organização de vida que se faz presente, assim a resistência ao uso do recurso pode acontecer e esta pode ser minimizada com esclarecimentos e um bom encaminhamento no processo de aprendizagem.

Os recursos são separados em três tipos: ópticos, não ópticos e eletrônicos.

Conteúdos trabalhados

  • Recursos ópticos

Para perto:

Óculos: especiais com lentes de aumento que servem para melhorar a visão de perto (óculos bifocais, lentes esferoprismáticas); lentes monofocais esféricas;

Sistemas telemicroscópios;

Lupas manuais;

Lupas de mesa;

Lupas de apoio.

Para longe:

Telescópios ou telelupas.

  • Recursos não-ópticos

Ampliação:

De letras impressas em tintas, de teclados de telefone, relógios, jogos e outros;

Aumento do espaçamento entre linhas (ao menos 30% da altura da letra empregada para facilitar a localização do início do texto na linha);

Uso de letras minúsculas e maiúsculas ao invés de somente maiúscula ou minúscula;

Uso de fontes simples (fontes muito elaboradas – com muitos detalhes – dificultam a leitura);

Margens estreitas para maior aproveitamento da largura da folha e evitar papel brilhante.

Posicionamento e postura na leitura e escrita:

Posicionamento (lugar) em sala de aula;

Plano inclinado;

Guias para escritas;

Posicionamento de cabeça.

Para controle da iluminação

Uso de iluminação direta;

Uso de iluminação indireta;

Redução de brilho das superfícies;

Fonte de luz – Lâmpadas incandescentes, que são amarelas, mais direcionais e permitem maior contraste; Lâmpadas fluorescentes que possibilitam menor contraste e, por emitirem mais luz azul que as lâmpadas incandescentes, são mais ofuscantes; Lâmpadas de halogênio, que fornecem iluminação intensa e direcional.

Diminuição da luz refletida – Tiposcópio; placa de acetato amarelo disposto sobre o texto; armações de óculos com proteções laterais; uso de viseiras, bonés e chapéus; fendas estenopeicas e óculos com múltiplos orifícios.

Cor e Contraste

Alto contraste em objetos, imagens;
Canetas porosas e lápis macio para o aumento do contraste;
Uso de negrito;
Contraste entre papel e impresso; • Folhas com pauta ampliada e reforçada;
Reforço do contorno.

Distância

Aproximação visual.

Recursos eletrônicos

Os sistemas de videoampliação: Lupas eletrônicas, modelo de mesa (desktop), sistema manual de apoio (stand), sistema de suporte para cabeça; lupas de apoio para ampliação com iluminação a led que podem ser conectadas a monitores de televisão e telescópio digital.

Ensino do Uso e Funcionalidade de Recursos Ópticos e não Ópticos

Na perspectiva educacional o uso funcional da visão é o que define a baixa visão, ou seja, o que vale é o critério da funcionalidade. É muito mais importante, em um trabalho educativo, entender como a pessoa enxerga e não apenas o quanto ela enxerga.

Cabe atentar para o fato de que cada pessoa com baixa visão tem seu jeito, especificidades, comportamentos e necessidades visuais próprias. Por isso, há algumas com baixa visão que fazem uso de diferentes recursos como: óculos com lentes especiais, lupas, ampliação de letras, reforço no contorno de desenhos, uso de guias de leitura, sistemas telescópicos, entre outros.

Os recursos ocasionam a melhoria no desempenho visual da pessoa com baixa visão em suas atividades sociais, escolares, cotidianas ou laborais. Assim, o objetivo maior no uso de qualquer recurso é sempre a melhoria da eficiência visual.

Toda vez que um recurso passa a fazer parte da vida da pessoa com baixa visão é fundamental considerar a finalidade, funcionalidade e trabalhar as expectativas com relação a ele. Vale lembrar que, em muitos casos, as pessoas têm dificuldade em aceitar a deficiência visual e a nova organização de vida que se faz presente, assim a resistência ao uso do recurso pode acontecer e esta pode ser minimizada com esclarecimentos e um bom encaminhamento no processo de aprendizagem.

Os recursos são separados em três tipos: ópticos, não ópticos e eletrônicos.

Conteúdos trabalhados

  • Recursos ópticos

Para perto:

  • Óculos: especiais com lentes de aumento que servem para melhorar a visão de perto (óculos bifocais, lentes esferoprismáticas); lentes monofocais esféricas;
  • Sistemas telemicroscópios;
  • Lupas manuais;
  • Lupas de mesa;
  • Lupas de apoio.

Para longe:

  • Telescópios ou telelupas.
  • Recursos não-ópticos

Ampliação:

  • De letras impressas em tintas, de teclados de telefone, relógios, jogos e outros;
  • Aumento do espaçamento entre linhas (ao menos 30% da altura da letra empregada para facilitar a localização do início do texto na linha);
  • Uso de letras minúsculas e maiúsculas ao invés de somente maiúscula ou minúscula;
  • Uso de fontes simples (fontes muito elaboradas – com muitos detalhes – dificultam a leitura);
  • Margens estreitas para maior aproveitamento da largura da folha e evitar papel brilhante.
  • Posicionamento e postura na leitura e escrita:
  • Posicionamento (lugar) em sala de aula;
  • Plano inclinado;
  • Guias para escritas;
  • Posicionamento de cabeça.

Para controle da iluminação

  • Uso de iluminação direta;
  • Uso de iluminação indireta;
  • Redução de brilho das superfícies;

Fonte de luz – Lâmpadas incandescentes, que são amarelas, mais direcionais e permitem maior contraste; Lâmpadas fluorescentes que possibilitam menor contraste e, por emitirem mais luz azul que as lâmpadas incandescentes, são mais ofuscantes; Lâmpadas de halogênio, que fornecem iluminação intensa e direcional.

Diminuição da luz refletida – Tiposcópio; placa de acetato amarelo disposto sobre o texto; armações de óculos com proteções laterais; uso de viseiras, bonés e chapéus; fendas estenopeicas e óculos com múltiplos orifícios.

Cor e Contraste

  • Alto contraste em objetos, imagens;
  • Canetas porosas e lápis macio para o aumento do contraste;
  • Uso de negrito;
  • Contraste entre papel e impresso; • Folhas com pauta ampliada e reforçada;
  • Reforço do contorno.

Distância

Aproximação visual.

Recursos eletrônicos

Os sistemas de videoampliação: lupas eletrônicas, modelo de mesa (desktop), sistema manual de apoio (stand), sistema de suporte para cabeça; lupas de apoio para ampliação com iluminação a led que podem ser conectadas a monitores de televisão e telescópio digital.

Trabalho Colaborativo (CAEE – Escola Regular)

O CAEE do IPC também assessora professores e outros profissionais da educação que atuam em escolas públicas no que tange a apropriação dos conteúdos curriculares dos estudantes com deficiência visual, contribuindo com o processo de inclusão e ensino-aprendizagem. Para isso, são realizadas visitas regulares envolvendo professores das diversas áreas do instituto e das instituições de ensino.

Biblioteca

A biblioteca do IPC possui acervo de 17,6 mil livros em braile, tinta, formato TXT e áudio CD de literaturas diversas, infantis e conhecimento geral.

Se você tem interesse em alguma obra para empréstimo, preencha o formulário ao lado. O livro deve ser retirado pessoalmente na biblioteca, após cadastro que será feito no local, e tem prazo de sete dias para devolução.

Se preferir, pode realizar a leitura no espaço físico da biblioteca, dentro do IPC. Ele é preparado com computadores com programas e recursos acessíveis instalados, acesso à internet com fins de pesquisa e estudo, e uma mesa com 22 lugares. No mesmo espaço está a Central de Produção Braille.

Horário de atendimento

Dias: Segunda a sexta-feira

Horário: das 8h às 11h e das 13h às 17h

Local: Rua Visconde de Guarapuava, 4.186, Centro – Curitiba – Paraná.