Uso de recursos ópticos e não ópticos
Na perspectiva educacional o uso funcional da visão é o que define a baixa visão, ou seja, o que vale é o critério da funcionalidade. É muito mais importante, em um trabalho educativo, entender como a pessoa enxerga e não apenas o quanto ela enxerga.
Cabe atentar para o fato de que cada pessoa com baixa visão tem seu jeito, especificidades, comportamentos e necessidades visuais próprias. Por isso, há algumas com baixa visão que fazem uso de diferentes recursos como: óculos com lentes especiais, lupas, ampliação de letras, reforço no contorno de desenhos, uso de guias de leitura, sistemas telescópicos, entre outros.
Os recursos ocasionam a melhoria no desempenho visual da pessoa com baixa visão em suas atividades sociais, escolares, cotidianas ou laborais. Assim, o objetivo maior no uso de qualquer recurso é sempre a melhoria da eficiência visual.
Toda vez que um recurso passa a fazer parte da vida da pessoa com baixa visão é fundamental considerar a finalidade, funcionalidade e trabalhar as expectativas com relação a ele. Vale lembrar que, em muitos casos, as pessoas têm dificuldade em aceitar a deficiência visual e a nova organização de vida que se faz presente, assim a resistência ao uso do recurso pode acontecer e esta pode ser minimizada com esclarecimentos e um bom encaminhamento no processo de aprendizagem.
Os recursos são separados em três tipos: ópticos, não ópticos e eletrônicos.
Para perto:
- Óculos: especiais com lentes de aumento que servem para melhorar a visão de perto (óculos bifocais, lentes esferoprismáticas); lentes monofocais esféricas;
- Sistemas telemicroscópios;
- Lupas manuais;
- Lupas de mesa;
- Lupas de apoio.
Para longe:
- Telescópios ou telelupas.
Ampliação:
- De letras impressas em tintas, de teclados de telefone, relógios, jogos e outros;
- Aumento do espaçamento entre linhas (ao menos 30% da altura da letra empregada para facilitar a localização do início do texto na linha);
- Uso de letras minúsculas e maiúsculas ao invés de somente maiúscula ou minúscula;
- Uso de fontes simples (fontes muito elaboradas – com muitos detalhes – dificultam a leitura);
- Margens estreitas para maior aproveitamento da largura da folha e evitar papel brilhante.
- Posicionamento e postura na leitura e escrita:
- Posicionamento (lugar) em sala de aula;
- Plano inclinado;
- Guias para escritas;
- Posicionamento de cabeça.
Para controle da iluminação
- Uso de iluminação direta;
- Uso de iluminação indireta;
- Redução de brilho das superfícies;
Fonte de luz – Lâmpadas incandescentes, que são amarelas, mais direcionais e permitem maior contraste; Lâmpadas fluorescentes que possibilitam menor contraste e, por emitirem mais luz azul que as lâmpadas incandescentes, são mais ofuscantes; Lâmpadas de halogênio, que fornecem iluminação intensa e direcional.
Diminuição da luz refletida – Tiposcópio; placa de acetato amarelo disposto sobre o texto; armações de óculos com proteções laterais; uso de viseiras, bonés e chapéus; fendas estenopeicas e óculos com múltiplos orifícios.
Cor e Contraste
- Alto contraste em objetos, imagens;
- Canetas porosas e lápis macio para o aumento do contraste;
- Uso de negrito;
- Contraste entre papel e impresso; • Folhas com pauta ampliada e reforçada;
- Reforço do contorno.
Distância
Aproximação visual.
Recursos eletrônicos
Os sistemas de videoampliação: lupas eletrônicas, modelo de mesa (desktop), sistema manual de apoio (stand), sistema de suporte para cabeça; lupas de apoio para ampliação com iluminação a led que podem ser conectadas a monitores de televisão e telescópio digital.
